


artigo
João Lacerda Junior
Diretor Comercial da Simonetto / Grupo Duarte
Arquiteto, prepare-se para o ambiente de vendas
Como lidar com pressão, objeções e decisões para vender projetos
sem perder clareza
Ambientes de vendas e a arquitetura compartilham um traço em comum: são intensos, metrificados, avaliados a cada etapa e exigem muito de quem atua neles. Apresentar um projeto, defender uma ideia, justificar escolhas técnicas e estéticas, negociar expectativas, prazos e orçamento faz parte da rotina. A pressão por desempenho, aprovação e coerência está sempre presente. Para se destacar e permanecer relevante é preciso foco, disciplina, preparo emocional e disposição para lidar com desafios constantes.
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Porto Alegre em chamas:
a história da cidade está, literalmente, virando cinzas
O aumento de 21% nos incêndios no último ano escancara falhas de prevenção, abandono estrutural e o risco real de apagarmos para sempre parte da memória urbana.
Nos últimos meses, Porto Alegre voltou a conviver com um fantasma recorrente: o fogo devastando estruturas antigas, prédios históricos e edificações fragilizadas que compõem o coração da cidade. Só no último ano, a região central registrou um aumento de 21% nas ocorrências de incêndio, somando 44 casos (incluídos pequenos focos, princípios, vias públicas, etc, segundo relatório oficial do Corpo de Bombeiros), um número que não pode mais ser tratado como casualidade ou coincidência. Ele revela, de forma clara, a urgência de repensarmos a segurança das nossas construções e o valor que damos ao patrimônio coletivo.
Em novembro de 2025, dois casarões datados de 1884, no Centro Histórico, foram consumidos pelas chamas. Uma perda que vai muito além da madeira retorcida e das paredes reduzidas a cinzas. São fragmentos de uma Porto Alegre que já não existe mais — e que, quando queimam, levam consigo memória, identidade e valor cultural acumulado. Poucos dias depois, outro incêndio reforçou a sensação de vulnerabilidade: o Edifício Marechal Trompowsky, de 20 andares, precisou ser evacuado às pressas após um foco iniciado pelo uso de uma vela. Meses antes, em junho, um prédio de 1922 na Rua Pinto Bandeira ardeu em pleno Centro, exigindo ação rápida dos bombeiros para evitar um desastre maior.
Esses episódios, somados, evidenciam um padrão preocupante: estruturas antigas, muitas vezes com instalações elétricas precárias, sistemas de prevenção contra incêndio inexistentes ou desatualizados e manutenção insuficiente. Em prédios históricos, o problema se agrava, porque o valor simbólico e cultural que carregam exige responsabilidade redobrada — algo que nem sempre se traduz em investimentos ou fiscalização à altura.
É por isso que a prevenção precisa deixar de ser tratada como formalidade burocrática e passar a ocupar o lugar de compromisso permanente. A realização de vistorias regulares pelo Corpo de Bombeiros, a atualização efetiva do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios, a modernização das instalações elétricas e a manutenção rigorosa das estruturas são medidas essenciais para preservar vidas e evitar tragédias anunciadas. Da mesma forma, a criação e divulgação de planos de emergência e a preparação de moradores, comerciantes e trabalhadores que ocupam os prédios são práticas que fazem diferença concreta quando o risco se materializa.
Não há como ignorar que a prevenção não é gasto: é investimento em segurança, em continuidade e em história. Quando um prédio histórico arde, o prejuízo ultrapassa qualquer cálculo financeiro. Uma loja pode ser reerguida. Um hotel pode ser reconstruído. Mas um casarão de 1884 não volta. A arquitetura que se perde, os detalhes artesanais, os materiais originais, as marcas do tempo e a paisagem urbana que deixamos de entregar às próximas gerações, tudo isso desaparece de forma definitiva. A cada incêndio, Porto Alegre fica um pouco menos Porto Alegre.
Proteger o patrimônio histórico não é luxo cultural, mas responsabilidade pública e privada. Os episódios recentes deixam claro que a negligência — seja ela fruto de falta de manutenção, ausência de fiscalização, desatualização técnica ou simples descaso, cobra um preço alto demais. Estamos pagando com riscos evitáveis, com insegurança crescente e com a perda irreparável da nossa memória construída.
É hora de agir antes que a próxima sirene ecoe e mais um pedaço da nossa história vire cinzas. Porque, quando uma cidade permite que seus prédios queimem, ela permite também queimar parte do que é — e parte do que poderia ser.
31º Kerb in Ivoti
De 15 a 20 de janeiro de 2026
Ivoti/RS
A 31ª edição do Kerb in Ivoti acontece de 15 a 20 de janeiro de 2026, celebrando a cultura, a música e os costumes alemães.
A programação ocorre de 15 a 18 na Praça Concórdia e segue nos dias 19 e 20 na Sociedade de Canto Harmonia e no Núcleo de Casas Enxaimel.
O evento terá bandinha típica, desfiles, shows, atrações para crianças, concurso de vitrines e muito chopp, além de manter seu caráter solidário com a destinação da arrecadação dos ingressos a entidades.
As inscrições para as atrações tradicionais vão até 9 de janeiro e mais informações podem ser obtidas no link abaixo.
A Rewest Engenharia, parceira do Portal Escala Humana, é uma das patrocinadoras do evento, apoiando a cultura e a tradição da região.
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[ESPECIAL] Neuroarquitetura para mentes criativas
Autora: Arquiteta Andréa de Paiva
No artigo “Arquitetura da escolha: papel do ambiente na tomada de decisão", a arquiteta Andréa de Paiva explora como o ambiente construído influencia diretamente a tomada de decisão, muitas vezes de forma sutil e inconsciente. Baseado no conceito de choice architecture, proposto por Richard Thaler, o texto mostra que nossas escolhas não acontecem em um vazio, mas são constantemente moldadas pelo espaço, pelo contexto e pelos estímulos ao redor.
A autora destaca que decisões cotidianas — como hábitos de saúde, interação social e movimento — podem ser incentivadas por meio do design, sem coerção. Layouts, cores, sinalização e organização espacial funcionam como ferramentas capazes de promover escolhas mais saudáveis, respeitando a autonomia dos usuários. Essa abordagem dialoga com o chamado paternalismo libertário, no qual o ambiente orienta, mas não impõe.
Ao reforçar que o ambiente nunca é neutro, Andréa de Paiva convida arquitetos e designers a assumirem um papel consciente e ético, criando espaços que favoreçam bem-estar, autonomia e decisões positivas no dia a dia.
videocasts
Arquitetura da escolha: papel do ambiente na tomada de decisão

Pessoas que Inspiram
Apresentação Karina Rebello
Episódio #13 - Liderança que tem medo de conflitos
Neste episódio, Karina Rebelo recebe com muito carinho Fabrício Hansen, empreendedor e CEO do Supermercado MA, para falar sobre o poder de servir e atender pessoas com dedicação, empatia e propósito.Fabrício destaca que servir vai além do atendimento: é uma filosofia que também deve ser compartilhada com os colaboradores, inspirando cada um a fazer do cuidado e da conexão uma missão diária.

Arquitetura em Tudo
Apresentação Arquiteta Ana Lore Miranda
Episódio #38 - Porto Alegre mal-assombrada: a cidade invisível revelada
Convidado: André Hernandez Neto
Prepare-se para uma jornada ao lado mais sombrio do Centro Histórico de Porto Alegre!
Mergulhamos nas sombras da capital gaúcha para desvendar o projeto Porto Alegre Mal Assombrada. Convidamos o criador do roteiro, André Hernandez Neto, para uma conversa exclusiva sobre como a arquitetura e os espaços públicos se tornaram palcos de crimes brutais e lendas urbanas que persistem até hoje.

























































