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Clarice Mancuso
Arquiteta e Urbanista

As casas através dos tempos

Do isolamento à integração: a evolução dos ambientes ao longo dos séculos

Quando morei em São Paulo fiz alguns cursos de Pós Graduação na USP em um deles estudei esse tema.

Começaremos com o período de 1830-1880, tivemos aí o apogeu do café. A principal riqueza da época.

As fazendas representavam a tipologia arquitetônica desse período. Tínhamos a casa grande cada dia mais ampliada e paralelamente a construção dos terreiros, tulhas e senzalas. Cozinhas mantinham-se separadas e banheiros, se assim podíamos chamar funcionavam de forma muito diversa do que o século seguinte iria ver.

Em visitas feitas durante o curso, acompanhadas do professor constatei tudo ao vivo. Um curso maravilhoso.

Após 1880 houve uma transição que passou do colonial rural para dito neoclássico rural. As  fachadas ficaram mais simétricas e as portas e janelas em alinhamento. Olhando para dentro, houve uma evolução nas cozinhas. Estavam no corpo da casa.

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As cidades são para morar

ou para investir?

Quando imóveis se tornam ativos globais, o desafio passa a ser equilibrar rentabilidade e direito à cidade.

Nas últimas décadas, a moradia passou a ocupar um lugar cada vez mais central no sistema financeiro global. Apartamentos, bairros inteiros e até grandes operações urbanas passaram a ser vistos não apenas como resposta a necessidades habitacionais, mas também como ativos capazes de preservar e multiplicar capital. Esse movimento não é necessariamente novo — investir em imóveis sempre foi uma prática consolidada —, mas a escala e a velocidade com que o fenômeno ocorre hoje revelam uma transformação estrutural na forma como as cidades são produzidas. Fundos de investimento, plataformas digitais e instrumentos financeiros sofisticados ampliaram a presença do capital no ambiente urbano, conectando mercados imobiliários locais a dinâmicas econômicas globais. Nesse contexto, a cidade deixa de ser apenas o espaço da vida cotidiana e passa a funcionar também como infraestrutura de investimento.

Esse processo traz benefícios e tensões. O investimento privado tem papel decisivo na produção de habitação, na renovação de áreas degradadas e na viabilização de grandes projetos urbanos que dificilmente seriam executados apenas com recursos públicos.

 

Ao mesmo tempo, quando a lógica financeira se torna dominante, surge um deslocamento de prioridades: a rentabilidade tende a orientar decisões que antes eram guiadas por critérios sociais, urbanísticos ou territoriais. O resultado pode aparecer em diferentes escalas — desde a valorização acelerada de determinados bairros até o aumento do custo de moradia em regiões que passam a atrair capital intensivo. Não se trata necessariamente de um conflito entre investidores e moradores, mas de um equilíbrio delicado entre dois objetivos legítimos: garantir retorno econômico e preservar a função essencial da cidade como lugar de habitar.

Diversos debates internacionais apontam que o desafio contemporâneo não está em excluir o investimento das cidades, mas em estabelecer mecanismos capazes de equilibrar interesse público e dinâmica de mercado. Organismos como a ONU-Habitat defendem que políticas urbanas eficazes precisam combinar regulação, planejamento territorial e instrumentos que ampliem o acesso à moradia. Nesse cenário, arquitetura e urbanismo assumem papel estratégico. Mais do que projetar edifícios ou bairros, esses campos passam a atuar como mediadores entre capital, território e vida urbana. A questão central deixa de ser se a cidade pode ou não receber investimentos — algo inevitável em economias urbanizadas — e passa a ser como orientar esse fluxo de capital para produzir espaços mais equilibrados, inclusivos e capazes de sustentar a complexidade social que define, em última instância, o que é uma cidade.

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18 de março de 2026 | Caxias do Sul - RS
ITALIAN DESIGN DAY 2026

Regenerar espaços, objetos, ideias e relações é o tema discutido mundialmente na 10ª edição do Italian Design Day 2026, com foco na regeneração sustentável e ética. 

A abordagem propõe repensar a estética, o uso e a narrativa do design, estendendo-se também aos ambientes virtuais e ao game design, com o objetivo de reconectar pessoas, contextos urbanos e processos.

A edição do Rio Grande do Sul trará novamente grandes nomes para o palco do IDD. 
 

Evento presencial e gratuito. Vagas limitadas.


📍 Teatro UCS - Caxias do Sul/RS
🗓️ 18 de março de 2026
⏰ Início: 14 horas

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[ESPECIAL] Neuroarquitetura para mentes criativas

Autora: Arquiteta Miriam Runge
 

Desde os primeiros abrigos humanos, a ideia de habitar sempre esteve ligada não apenas à sobrevivência, mas também à construção de identidade, memória e pertencimento. No artigo de autoria da arquiteta e urbanista Miriam Runge, desenvolvido para o projeto Neuroarquitetura para Mentes Criativas, o morar é apresentado como uma experiência que vai além do abrigo físico, conectando espaço, emoção e cultura ao longo da história humana.


Com a evolução das sociedades, as moradias passaram a refletir relações sociais, tecnológicas e culturais de cada época. Do fogo que reunia grupos nas cavernas às casas tecnológicas atuais, a essência permanece: o lar é onde se constroem relações, memórias e significados, muito além da estrutura física.


Habitar, portanto, é criar vínculos sensoriais e emocionais com o ambiente. Morar não é apenas estar em um lugar, mas construir identidade e pertencimento.

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Espaços residenciais: o significado de morar através da experiência sensorial e do tempo.

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Pessoas que Inspiram

Apresentação Karina Rebello

Episódio #13 -  Liderança que tem medo de conflitos

Neste episódio, Karina Rebelo recebe com muito carinho Fabrício Hansen, empreendedor e CEO do Supermercado MA, para falar sobre o poder de servir e atender pessoas com dedicação, empatia e propósito.Fabrício destaca que servir vai além do atendimento: é uma filosofia que também deve ser compartilhada com os colaboradores, inspirando cada um a fazer do cuidado e da conexão uma missão diária.

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