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Como a Inteligência Artificial está reinventando o design de móveis, arquitetura e moda

  • Foto do escritor: Redação Portal Escala Humana
    Redação Portal Escala Humana
  • 10 de dez. de 2025
  • 5 min de leitura

A revolução silenciosa já começou! A Inteligência Artificial definitivamente não é mais um conceito futurista; e ela está impactando a maneira como lidamos com projetos de design de móveis, arquitetura e moda. A transformação desses setores já é tão profunda que está alterando processos técnicos e produtivos. Por outro lado, também abre novas oportunidades para práticas mais criativas e sustentáveis.


Para este artigo, o Portal Escala Humana traz uma reflexão sobre a forma como designers e arquitetos veem seu papel diante desta nova era, com as novas tecnologias expandindo os limites da imaginação humana. Acompanhe!



A fronteira entre arte e algoritmo


A criação de um projeto arquitetônico sempre partiu de uma intuição e lógica — expressa em um gesto espontâneo (o desenho) —, passando pelo embasamento técnico e, finalmente, traduzidas em cálculos precisos. Agora, no meio disso tudo, podemos contar com o auxílio da Inteligência Artificial. Mas tal ideia ainda incomoda muitos profissionais, céticos quanto à qualidade dos resultados dessa colaboração entre humanos e máquinas.


Nos campos do design de móveis, da arquitetura e da moda, a eficiência estrutural anda lado a lado com a identidade estética. Nesse cenário, a chegada da IA está redefinindo o ato de criar. Porém, os especialistas questionam se a essência da arte não corre o risco de se diluir diante dos padrões impostos pelos algoritmos treinados (machine learning). O fato é que a Inteligência Artificial já está aqui, e seu impacto é irreversível!


Lembrando que máquinas processam milhões de informações em segundos e geram alternativas que talvez jamais surgissem no papel de um esboço humano. Por um lado, haveria ganhos de eficiência, redução de desperdícios e o aumento da capacidade de experimentar infinitas possibilidades em pouco tempo. Por outro lado, onde estaria a “alma criativa” que diferencia um projeto único de algo meramente funcional? 



Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


Colaboração humanos e máquinas no design de móveis


Nos últimos anos, a IA demonstrou ser capaz de criar soluções surpreendentes para o design de móveis. Por exemplo, sugerir estruturas que utilizam o mínimo de material possível sem comprometer a resistência; e também sugerir formas mais ergonômicas, que respeitam melhor o corpo humano de maneira precisa. 


Tudo isso revela o quê? Que essa tecnologia foi muito bem treinada para indicar formatos funcionais e sustentáveis, possíveis de serem produzidos em escala industrial acima de tudo. Agora, se o resultado é bonito e original (sem plágios), é outra questão! Infelizmente a velocidade da Inteligência Artificial pode levar a resultados desprovidos de “poesia”, por assim dizer.


Todo arquiteto sabe que um móvel não é apenas uma estrutura funcional. Esse tipo de design carrega consigo muito simbolismo, assim como toques de memória e conexão emocional. Seus traços vão refletir bastante das ideias do artista, seus hábitos culturais e até referências estéticas. No entanto, esse nível de criatividade, intuição e sensibilidade ainda está fora do alcance da Inteligência Artificial — e é justamente aí que reside a verdadeira lacuna entre humanos e máquinas.


A velocidade de uma IA não substitui a visão de um artista!


 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


Arquitetura com Inteligência Artificial além da imaginação


Saindo do campo do design, pousamos na arquitetura. Por aqui, a Inteligência Artificial não está apenas gerando fachadas futuristas ou interiores surreais. O verdadeiro potencial parece residir na capacidade de analisar e encontrar soluções equilibradas para múltiplas variáveis, incluindo luz solar, ventilação, privacidade e mais. Isso porque os engenheiros treinaram algoritmos para simular diferentes configurações de plantas e testar milhares de possibilidades em apenas alguns segundos. Parece até que o exercício do arquiteto não tem mais valor. Errado!


O objetivo dos cientistas é que os artistas explorem as novas tecnologias, obtendo o melhor resultado delas e passando a direcionar sua energia ao que realmente importa. Assim, o tempo antes consumido por tarefas repetitivas pode ser dedicado a ajustes técnicos e decisões criativas mais profundas. Em outras palavras, a máquina assume apenas o papel de um parceiro neutro nesse processo.


Será tarefa do arquiteto ajudar a inteligência a “aprender” estilos regionais e modelos de difusão que possam dialogar com o patrimônio existente (cultural, material e ambiental), garantindo que os parâmetros analisados refletem valores humanos reais — e não apenas eficiência econômica.


 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


Preservação de legado e inovação com IA na moda 


Para completar nossa análise, vale destacar que, na moda, a Inteligência Artificial trouxe uma nova dimensão para o trabalho de marcas e estilistas. Agora os profissionais podem acessar rapidamente arquivos digitais de décadas de produção catalogados e analisados por algoritmos, facilitando a criação de novas coleções a partir de reinterpretação de peças clássicas, sugerindo combinações de tecido e cortes diferentes, visando à sustentabilidade na indústria.


Claro que cabe aqui, neste ponto do texto, mais uma vez o questionamento sobre a fronteira entre a criatividade genuína dos artistas e o possível plágio de obras — afinal, já ouvimos muitas vezes a máxima de que “nada se cria, tudo se copia”. Diante disso, surge a pergunta: quem realmente teria criado a peça — o humano ou a máquina que reinterpretou a obra de outro humano?


Na moda, a identidade de uma marca é quase um DNA visual. Será que é possível preservar essa essência, mesmo com a ausência física de seu criador? Será que a Inteligência Artificial pode garantir o ato de continuidade desse design? 


Especialistas dirão que, quando um prompt é inserido, a resposta não é aleatória. Na verdade, ela é a síntese do passado, só reinterpretada para o presente. E o aprimoramento das novas tecnologias pode nos surpreender, confundindo o que foi feito pela mão humana e o que foi sugerido pela máquina. Pense nisso: talvez, para as empresas, o que realmente importe seja que as produções transmitam a identidade desejada — todo o restante acaba sendo apenas um bônus.




 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


O futuro do design, da arquitetura e da moda com IA


É certo que a Inteligência Artificial continuará, por muitos anos, gerando debates técnicos e profissionais. Em pouco tempo, é provável que as pessoas deixem de temer pela perda de seus empregos e passem a enxergar essa tecnologia como uma oportunidade de criar novas funções no mercado e até de explorar formas inéditas de arte. A competência de designers e arquitetos não está em questão; o que muda é que, a partir de agora, esses profissionais precisarão aprender a compartilhar espaço com as máquinas.


Estarão à frente no mercado aqueles que conseguirem equilibrar intuição criativa com ferramentas digitais — sem delegar a elas, além da execução, a formulação de perguntas.

O lado positivo dessa transformação é que veremos surgir móveis mais leves e sustentáveis nas lojas, edifícios pensados para maximizar energia e conforto, além de roupas que combinam memória cultural com inovação tecnológica. Portanto, não se trata do fim do design, mas do início de uma nova etapa — mais colaborativa, dinâmica e sustentável.



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📸 Imagem de capa:

Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


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