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IA vai substituir arquitetos? Saiba a verdade por trás da revolução tecnológica

  • Foto do escritor: Redação Portal Escala Humana
    Redação Portal Escala Humana
  • 25 de ago. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 29 de ago. de 2025

Já faz tempo que a inteligência artificial (IA) deixou de ser tema de ficção científica para se tornar uma ferramenta prática do dia a dia dos profissionais. Atualmente, os arquitetos já se beneficiam da utilização dessa tecnologia; outros ainda se mostram resistentes, temendo as consequências dessa revolução. Fato é que precisamos nos perguntar se a IA irá, de fato, substituir os arquitetos no mercado de trabalho. Será que essa é uma realidade iminente ou apenas um medo infundado?


Como funciona a tecnologia de inteligência artificial?


Para aqueles que ainda não dominam o tema, inteligência artificial é uma tecnologia que permite que máquinas e softwares aprendam com a experiência, se adaptem a novas situações e realizem tarefas que normalmente exigiria inteligência humana — algo que é viabilizado por algoritmos complexos capazes de processar grandes volumes de dados em velocidades inéditas. Dentre essas atividades, estariam a interpretação, o raciocínio e a tomada de decisões.


O interessante é que, quanto mais se utiliza a IA, mais “inteligente” ela se torna.


Na velocidade com que as tecnologias avançam, parece natural nos questionarmos sobre os benefícios de sua aplicação para facilitar e aperfeiçoar processos de arquitetura.


[imagem 1] - Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
[imagem 1] - Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Quais os benefícios da IA no mercado de arquitetura?


Todo trabalho de arquitetura passa por diversas etapas até que possa ser concluído. E os especialistas acreditam que a inteligência artificial pode ser uma grande aliada, principalmente nas fases iniciais de concepção; posteriormente, aliada à robótica, na execução das obras. Isso não quer dizer que a tecnologia vai substituir por completo o exercício do arquiteto.


Devemos encarar esse momento da mesma forma que abandonamos a prancheta e as maquetes físicas para gerar modelos 2D e 3D no computador.


Com ajuda da IA, pode-se obter mais agilidade e precisão na elaboração e simulação de projetos, reduzindo erros e desperdícios. A inteligência também ajuda na personalização de designs, o que diminui o retrabalho e aumenta a satisfação dos clientes. Percebe-se uma impressionante expansão das possibilidades criativas com o uso da tecnologia; permitindo experimentações mais rápidas — e sem limitações iniciais — de ideias inovadoras. Por fim, os modelos resultantes apresentam mais eficiência e sustentabilidade.



Exemplos práticos de uso da IA na arquitetura


  • Geração automática de layouts e designs com base em parâmetros definidos.

  • Análise rápida de terrenos e dados ambientais para orientar projetos.

  • Renderizações, maquetes virtuais e experiências imersivas em RV/RA.

  • Restauração de edifícios históricos por reconhecimento de padrões.

  • Seleção inteligente de materiais por custo, durabilidade e sustentabilidade.

  • Monitoramento preditivo e manutenção preventiva de construções.

  • Integração com BIM para otimizar coordenação, detectar conflitos e ajustar cronogramas.


[imagem 2] - Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
[imagem 2] - Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


Como as novas tecnologias impactam a arquitetura?


Além da inteligência artificial, muitas outras tecnologias estão presentes na arquitetura contemporânea, transformando o dia a dia dos profissionais da construção civil. Estamos falando das ferramentas de visão computacional (para interpretação de imagens e reconhecimento de padrões), sistemas de computação cognitiva (para interações entre humanos e máquinas), sistemas de design generativo,  sistemas de análise preditiva (para prever o desempenho de materiais e edificações), realidade virtual e aumentada (bastante explorada em apresentações imersivas), e sistemas para modelagem da informação da construção (BIM).


Vários softwares de design já oferecem recursos de inteligência artificial para auxiliar arquitetos na criação de designs otimizados, permitindo ações através de comandos simples em linguagem natural e sem necessidade de programação. São exemplos o Autodesk (para criação de desenhos técnicos) e Midjourney (para geração de imagens). 



Sugestões de vídeos:



[imagem 3] - Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
[imagem 3] - Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Qual deve ser a postura dos arquitetos diante da tecnologia de IA?


Os arquitetos devem pensar na tecnologia de inteligência artificial como uma “parceira criativa”, capaz de sugerir inúmeras opções e variações e automatizar tarefas repetitivas. Com isso, seu papel como designer consequentemente muda - indicando uma nova forma de pensar e desenvolver projetos, agora sendo mais um executor de processos para “orquestrar tecnologias”, supervisionando e integrando ferramentas inteligentes ao seu trabalho.


Mas a diferença entre as tarefas destinadas ao arquiteto e à IA é bastante clara. A inteligência artificial simplesmente não consegue replicar integralmente a sensibilidade estética, a empatia e o julgamento crítico humano. Já o projetista saberá tomar as decisões baseadas tanto em dados como em intuição ou sensibilidade. Por isso, não tem como o profissional ser substituído, e sim ter a chance de dedicar mais tempo à parte criativa e estratégica.


Resumindo, os arquitetos não vão competir com máquinas, mas trabalhar junto a elas para criar projetos mais eficientes, sustentáveis e criativos!



[imagem 4] - Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
[imagem 4] - Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


Quais as perspectivas para o futuro da arquitetura com IA?


Olhando para o futuro, podemos concluir que a IA trará grandes oportunidades para a arquitetura. E só ficará para trás no mercado quem não dominar a tecnologia. 


Quer se destacar em meio à concorrência? Então, precisará ir atrás de formação e atualização em temas como ciências de dados, programação básica e ética tecnológica. Sim, ética! O uso da IA exige cuidados com a proteção de dados, além de uma postura crítica diante dos resultados obtidos. Será preciso avaliar e ajustar as propostas conduzidas com ajuda da tecnologia para evitar padronização excessiva e perda de identidade criativa.


Espero que você tenha gostado do artigo. Não deixe de fazer seu comentário abaixo, dando suas opiniões ou sugestões.




Fontes:

Archdaily, INBEC, Arquiteto Expert, Dinheiro Vivo. 📸 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini



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