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Como orientar seus clientes a escolher espécies e garantir um jardim vibrante no inverno

  • Foto do escritor: Redação Portal Escala Humana
    Redação Portal Escala Humana
  • 1 de jul.
  • 4 min de leitura

A arquitetura não deveria esperar a próxima estação para projetar paisagismo. Aliás, já considerou que o inverno pode ser o momento mais inteligente para começar a colocar os planos do seu cliente em ação? Pois é, cabe a você, como especialista, convencer o contratante a enxergar esta estação como uma grande oportunidade. Até porque as temperaturas amenas favorecem várias espécies, estimulando sua floração equilibrada e permitindo que muitos jardins iniciem seu ciclo com vigor superior ao esperado.


Tenha em mente que o paisagismo de inverno é mais do que escolher plantas resistentes ao frio; consiste em desenhar estratégias que respeitem o ritmo das mudanças da natureza. No fim, temos um cenário de altíssima composição estética, construído com o tempo, clima e inteligência de projeto.



Cuidados que se deve ter com o paisagismo de inverno


O cliente sempre tem pressa de ver seu imóvel finalizado; e não há motivo algum para o arquiteto frear seus planos, mesmo no rigoroso inverno do Rio Grande do Sul. Pelo contrário, esse é o período mais favorável. Vamos então deixar de lado essa percepção errônea de que frio é sinônimo de dormência, crescimento lento e perda de desempenho vegetal na jardinagem. O problema é saber escolher a planta certa, no momento certo, com os cuidados certos. 


Agora, com a lógica de implantação dos projetos alterada, o cliente pode ser bem orientado para aproveitar as espécies que chegam ao mercado já com botões e flores formadas, ampliando o impacto visual logo após o plantio. Compete a você, como técnico, explicar como funciona o calendário de implantação e as expectativas de resultado final — que podem, obviamente, ser simuladas com auxílio de maquetes eletrônicas.


Especialmente para o paisagismo de inverno no Rio Grande do Sul, podemos explorar as alternativas de flores de forração. Seu ciclo começa em março, com a produção das mudas, e segue até agosto, que é o período de maior comercialização para jardinagem urbana. Isso significa que o meio do ano é a fase perfeita para os ajustes finais desse projeto. E até é possível antecipar os planos se, no desenho, forem especificadas variedades precoces.


A saber, aqui no estado, Pareci Novo é o principal produtor de flores de forração, respondendo por 60% do cultivo gaúcho.


 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


“Nem todo jardim precisa florescer intensamente no inverno”


No Brasil, existe uma maior predileção por jardins coloridos. Por isso, saiba que vários de seus clientes vão criar uma expectativa de que o projeto de paisagismo de inverno da casa deles só será bem-sucedido se tiver muitas cores. Porém, plantas saudáveis podem florescer só no verão, passando por períodos naturais de menor crescimento no inverno — e isso não pode parecer um fracasso. Na verdade, o inverno é uma importante preparação para ciclos mais intensos de primavera e verão.



Critérios para escolha de espécies adaptadas ao frio


Na hora de projetar jardins mais resilientes, você, arquiteto, deve começar pela leitura do lugar. Porque a regra é simples: espécies já adaptadas ao território tendem a apresentar respostas mais consistentes. Então, quanto mais alinhada estiver a composição vegetal ao contexto climático, maior tende a ser sua longevidade. Essa abordagem deve funcionar para um paisagismo de inverno ou uma produção ornamental. 


Observe as seguintes características do terreno/ambiente: 


  • incidência solar,

  • intensidade de frio ou calor,

  • ocorrências de geadas, e 

  • disponibilidade de irrigação.


Por fim, não esqueça de esclarecer com seu cliente quais os objetivos estéticos de jardim a serem alcançados e a expectativa de manutenção.


Dica importante: se você tiver dúvidas sobre quais espécies escolher, não tente insistir em plantas universais — esse é um erro que muitos designers cometem. Nessas horas, é essencial contar com a opinião de um botânico experiente.


Explore as petúnias, amor-perfeito, cravina e boca-de-leão, que toleram e até prosperam ao longo da estação. E tem ainda as espécies de ciclo curto que podem entrar na sua lista de compras, como a calêndula, conhecida por abrir as pétalas ao nascer do sol e fechá-las à noite, e o alyssum, que exige rega constante para manter o substrato úmido. Essas forrações trazem a cor efêmera almejada em muitas propostas. 



Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Para zonas com arbustos, combine espécies como capim-barba-de-bode, capim-setária e capim-dos-pampas, Neomarica caerulea (falso-íris ou íris-azul) e caliandra. 



Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
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Outra ideia é combinar nativas, como neve-da-montanha ou manacá-de-cheiro, com ornamentais importadas, como hortênsias e azaleias, ampliando a paleta de cores desse paisagismo de inverno. 



 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Já para projetos de maior escala (ou onde se busca valor agregado e sustentabilidade), a utilização das plantas nativas será mesmo algo imperativo. São exemplos árvores como ipê-roxo, canafístula e pessegueiro-bravo.



Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
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Orientações finais sobre manutenção durante a estação


As regras para um paisagismo de inverno não são, obviamente, as mesmas de um jardim idealizado para estações ou regiões quentes. Oriente seu cliente que esse é um sistema vivo, não um conjunto complementar decorativo estático para a arquitetura.


No frio, o solo tende a apresentar menor evaporação; por isso, exagerar na rega pode ser tão prejudicial quanto deixar faltar água; é preciso adaptar a frequência da irrigação conforme o nível de umidade. Também é preciso observar quais plantas em estado de dormência, com visual seco, precisam de poda, tendo o crescimento ativo retomado apenas a partir de setembro. E quanto à adubação, deve ficar reservada para o fim da estação fria, em momento de preparação para a chegada da primavera e verão.

Podemos concluir que o paisagismo de inverno, para dar certo, precisa apenas de organização. Estude bem o calendário de plantio, os cuidados básicos de manutenção de jardins, as diretrizes do Código Florestal e as estratégias de recuperação ambiental. Em breve, seu projeto deve florescer exatamente onde e quando todos diziam que nada cresceria.



Fontes:


Imagem de capa:

Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


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