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Verão 2026 promete avanço das piscinas de ondas em condomínios brasileiros de alto padrão

  • Foto do escritor: Redação Portal Escala Humana
    Redação Portal Escala Humana
  • 12 de jan.
  • 4 min de leitura

A paisagem residencial brasileira está mudando e está prestes a entrar em um novo ciclo histórico-estratégico. Arquitetos preparem-se: 2026 promete consolidar de vez a tendência de arquitetura de hotéis e arquitetura de condomínios de alto padrão com praias artificiais. Depois que a tecnologia de piscinas de ondas chegou ao país, o mercado imobiliário passou a redefinir o conceito de luxo, experiência e propósito de viver — num misto de surfe, contato com a natureza e exclusividade.

O que era visto como uma extravagância isolada, hoje é símbolo de desejo, valorização patrimonial e diferenciação competitiva. Considerando isso, o Portal Escala Humana resolveu antecipar esse fenômeno de mercado, ajudando você a entender os impactos desse fenômeno para o futuro da arquitetura. Continue lendo para saber mais!



Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

A revolução das praias artificiais no mercado imobiliário


Há cerca de cinco anos, muitos escritórios de arquitetura do Brasil passaram a se dedicar a projetos ousados para empreendimentos de alto padrão. Não são simples condomínios, mas microssistemas urbanos que oferecem lifestyle, esportes, gastronomia, convivência e... narrativa. As propostas fogem completamente do padrão executado em regiões metropolitanas para algo inovador, estrategicamente pensado para novos centros turísticos emergentes no interior do país.



Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
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A pandemia foi a grande responsável por impulsionar essa ideia. Muitos clientes adaptaram suas vidas para o distanciamento social e consideraram construir uma nova história longe das grandes metrópoles. Enfim, um novo litoral artificial começou a ser formado em território nacional. Consequentemente, o metro quadrado de cidades de menos habitantes saltou como nunca visto.


O divisor de águas nessa história foi a construção do condomínio Fazenda Praia da Grama, em Itupeva, a 80 km de São Paulo — considerado reduto de milionários pós-pandemia. No local, foi instalada uma praia artificial com piscina de ondas (geradas a intervalos de 4 minutos) e uma orla de um quilômetro de comprimento harmonizada ao paisagismo. Este foi um investimento de milhões que reposicionou completamente o conceito de arquitetura de luxo e inspirou outros condomínios.



 Imagem divulgação de Wavegarden
 Imagem divulgação de Wavegarden

Os fatores que tornam as piscinas de ondas tão valorizadas incluem:


•       Identidade: Funcionam como marca do empreendimento, criando forte apelo visual e conceitual em um mercado homogêneo.

•       Valorização: Elevam significativamente o valor do m² e reforçam o retorno sobre o investimento.

•       Multiprogramação: Atende simultaneamente esporte, lazer, turismo, gastronomia e convivência, tornando-se uma infraestrutura versátil e de alto uso.



A chegada da tecnologia Wavegarden no Brasil


Atualmente, o Brasil tem algumas piscinas de ondas em operação e mais outras tanto em testes como já em fase de implantação. A previsão é que 2026 feche com pelo menos 13 unidades prontas no país, distribuídas por regiões como São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Isso abre uma nova perspectiva — e um leque de possibilidades de projetos — também para a arquitetura esportiva, entendendo que o surfe pode, por aqui, deixar de depender da geografia natural, migrando para espaços controlados, previsíveis e replicáveis.

Já faz aproximadamente uma década que a tecnologia espanhola Wavegarden — destaque em parques da Austrália, Coreia e Suíça — chegou ao Brasil. Ela é capaz de produzir uma onda a cada oito segundos. E agora recentemente a solução foi testada em complexo residencial, abrindo portas para multipropriedades e parques públicos.



 Imagem divulgação de Wavegarden
 Imagem divulgação de Wavegarden


Neste contexto, a tarefa dos arquitetos será prever em projeto a implantação das piscinas de ondas, pensando no fluxo de usuários, acessos, passarelas, transições, dimensionamento de bordas, áreas secas de observação, praças molhadas, zonas de sombra, equipamentos de apoio, e toda a lógica do desenho de espaço público e privado ao redor.


Novos condomínios como plataformas de experiências


Tecnologias como Wavegarden Cove, PerfectSwell e Endless Surf devem dominar em 2026 projetos de condomínios a resorts premium ao redor do mundo. Sua engenharia demanda alto investimento, mas também elevam o valor dos partidos arquitetônicos (20% acima da média segundo dados imobiliários). Tem-se a ideia de que piscinas de ondas possam atrair mais investidores do que campos de golfes, por exemplo. E essas praias artificiais podem ser integradas a design, gastronomia e wellness, atraindo marcas de luxo.


Esse pode ser um novo capítulo para a arquitetura, em que não se vende apenas metragem, mas cultura, pertencimento e experiências imersivas. E atenção, pois o público-alvo não é apenas o surfista; é a família inteira.



 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

A nova arquitetura brasileira com piscinas de ondas


Assim como prevemos, ao longo deste texto, a arquitetura deve sofrer uma transformação em 2026 com mais investimentos em instalações de praias artificiais. Isso deve se consolidar cada vez mais mediante essa busca crescente por novas formas de viver. E é claro que os arquitetos precisam estudar formas de responder esse desejo contemporâneo de seus clientes por experiências profundas, controle climático, previsibilidade e emoção.


Condomínios de alto padrão com estruturas de paraísos aquáticos vão se espalhar pelo interior do país, provavelmente com as piscinas de ondas liderando o boom de inovações residenciais. Fique atento: para os projetistas, essa tendência vai exigir domínio de hidráulica avançada, paisagismo integrado e normas de sustentabilidade — incluindo filtragem eficiente, sinalização e acessibilidade multinível.



Fontes:


Imagem de capa:

Imagem divulgação de Wavegarden






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