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7 ideias de paisagismo com grama natural para valorizar jardins e áreas externas com estética e função

  • Foto do escritor: Redação Portal Escala Humana
    Redação Portal Escala Humana
  • 16 de dez. de 2025
  • 5 min de leitura

Em muitos projetos de paisagismo urbano, seja para espaços residenciais ou áreas comerciais, a escolha da cobertura vegetal certa é a questão mais importante em termos de estética, funcionalidade e conforto, contribuindo para a integração entre natureza e construções. Os arquitetos, profissionais sensíveis à forma, função e atmosfera dos ambientes — preferem a grama natural.


Com isso em mente, o Portal Escala Humana apresenta neste artigo alguns esclarecimentos sobre as principais tendências de paisagismo com grama natural que vêm influenciando a forma de pensar dos arquitetos e os projetos de áreas verdes, seguidos de comparativos cruciais para a especificação. Confira!



Vantagens das gramas naturais em paisagismo


Grama natural pode fazer muita diferença em um projeto de paisagismo. Mas como escolher a espécie ideal? Bem, neste momento, o arquiteto deve considerar vários condicionantes técnicos e estéticos – a exemplo das características de solo, luminosidade, clima, fluxo de pessoas, drenagem e manutenção. A alternativa certa deve conectar todos esses fatores: estética, conforto, funcionalidade e responsabilidade ambiental.


Sempre será melhor priorizar as espécies nativas ou bem adaptadas. Em áreas costeiras, deve-se dar atenção à salinidade do solo, que pode ser prejudicial a vários tipos de gramas. A Santo Agostinho (ou grama inglesa) é a opção mais indicada.


 Imagem de ArtPhoto_studio em Freepik
 Imagem de ArtPhoto_studio em Freepik

Opte sempre pela espécie mais resistente às condições locais, mas também que possa contribuir positivamente para o jardim. O resultado final deve ser de uma completa conexão com a natureza e a valorização do imóvel ou espaço público. O conjunto precisa fornecer conforto térmico, suavidade tátil e uma experiência sensorial rica, aliada à sensação de bem-estar.



Tendências atuais de paisagismo com grama natura

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Uma cobertura vegetal com grama pode contribuir para transformar jardins, terraços, áreas de convivência e recreação em cenários vivos, funcionais e harmônicos. Por isso é que os gramados ainda continuam sendo amplamente utilizados em projetos arquitetônicos contemporâneos — de residências a praças e áreas de convivência corporativa.



Não se trata de um simples detalhe botânico ou um acabamento estético, mas de uma decisão conceitual de design, com impacto direto na própria transformação dos espaços.



1. Integração com elementos arquitetônicos e tecnológicos

A primeira tendência do paisagismo contemporâneo que gostaríamos de destacar neste texto é a união de grama natural, mobiliário, caminhos permeáveis e sistemas de irrigação automatizados. O objetivo é criar ambientes multifuncionais, de usos otimizados, confortáveis, sustentáveis e com grande apelo visual. Combinando com decks de madeira, espelhos d’água, entre outros elementos, chega-se a composições ainda mais sofisticadas.


É possível explorar as zonas de gramados como base neutra e natural, reforçando a ideia de continuidade e integração entre vegetação e arquitetura. E esses espaços podem ser destinados a circulação, brincadeiras, convivência e leve pisoteio.



2. Gramados de alto desempenho e resistentes ao pisoteio

Para que um gramado possa ser pisoteado, exposto ao sol e a climas extremos sem sofrer danos graves, a espécie escolhida para o plantio, como Esmeralda (Zoysia japonica) ou Bermudas (Cynodon dactylon), precisa ser de alto desempenho e resistência. Não se preocupe se o crescimento estiver lento, pois algumas variedades realmente necessitam de menos poda e fertilização, o que é uma grande vantagem em projetos residenciais ou corporativos onde se busca sofisticação sem esforço constante.


Atenção à composição! A união de gramados resistentes com forrações de texturas e cores distintas enriquece o paisagismo. Seu projeto também pode prever a adição de volume aos canteiros, combinando grama natural com arbustos, vasos, plantas de porte médio e árvores.



3. Estética de campo uniforme como tapete verde contínuo

Lembram-se daqueles lindos campos de golfe com grama zeon? Eles inspiram a tendência de jardins estrategicamente projetados para criar o efeito de amplitude e sofisticação em propriedades de condomínios de alto padrão, especialmente em climas tropicais e equatoriais. 


Imagem de Freepik
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Nesse caso, a grama é colocada como protagonista discreta em um plano urbano minimalista. Sua textura homogênea – folhagem fina, verde vibrante e de densidade alta – funciona como um “monocromático natural” harmonizando contrastes entre os elementos do jardim e as construções.



4. Microclimas em varandas, coberturas e sky gardens


Jardins elevados podem ganhar conforto visual e térmico com paisagismo. Em projetos voltados a ambientes urbanos compactos, como apartamentos ou coberturas (terraços e lajes), a grama natural pode estar presente por meio de técnicas adequadas de impermeabilização, drenagem e estrutura. O interessante é que, mesmo com restrições de peso e solo, a grama natural – em bandejas ou substrato leve – cria espaços de convivência e relaxamento com atmosfera natural.



 Imagem de haritanita em Freepik
 Imagem de haritanita em Freepik

A saber, para áreas com sombra parcial ou densa, é aconselhado o uso de espécies como a grama São Carlos (Axonopus compressus).



5. Paisagismo com foco no controle de erosão e drenagem eficiente


Para terrenos irregulares, inclinados e com taludes, o paisagismo pode atuar para controle de erosão com grama natural de raízes profundas e boa fixação.



Imagem de Freepik
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A própria grama Esmeralda, por exemplo, tem um sistema radicular vigoroso que confere mais estabilidade. A Batatais também é eficiente para conter o solo. Assim, a grama deixa de ser utilizada só como revestimento e transforma-se em estrutura de contenção (componente geotécnico), integrando estética e função técnica. Isso pode ser traduzido como engenharia vegetal.



6. Integração híbrida em pavimentação


Para finalizar, como bem sabemos, a grama natural pode ser utilizada em conjunto com pavers de drenagem. Essa estratégia de arquitetura, comum para áreas de circulação de veículos ou parklets, contribui significativamente para drenagem urbana e mitigação de ilhas de calor. Essas superfícies permeáveis auxiliam no escoamento de águas pluviais, agregam conforto térmico e suavizam e rigidez da pavimentação.



Como aplicar estas tendências no seu próximo projeto


  • Avaliar solo, luz, umidade, drenagem e uso do espaço.

  • Escolher a grama conforme uso, luz, manutenção e clima.

  • Preparar o terreno com correção, drenagem e adubação.

  • Planejar irrigação e manutenção contínua.

  • Integrar a grama ao conjunto do projeto.

  • Aplicar visão de arquitetura da paisagem para transformar o espaço.



Grama natural, grama sintética ou forração


A decisão entre o uso de grama natural ou sintética em projetos de paisagismo envolve vários aspectos, como estética, sustentabilidade, drenagem e microclima. É tarefa do arquiteto ponderar sobre custos iniciais versus custos de manutenção a longo prazo, além dos benefícios ambientais.


A grama natural sempre trará aquela sensação de frescor e vivacidade. Ela oferece benefícios ambientais; é um habitat natural. Sua textura também é incomparável. E acertando na escolha da espécie, o custo inicial e manutenção do jardim devem ser acessíveis – muitas espécies demandam pouca adubação e poda, embora exijam regas regulares e possam perder a densidade e cor em climas secos.


Já a grama sintética depende menos ainda de manutenção, limitando-se à higienização e escovação. Portanto, o custo recorrente é menor. Porém, não contribui para drenagem de forma direta (exigindo sistemas de drenagem sob a base), não oferece conforto térmico (pode aquecer excessivamente), não atrai fauna ou flora natural, e tem pouca vida útil.


Agora a forração. Ela é composta por espécies como grama-amendoim ou grama-inglesa. Possui função mais decorativa, apropriada para preencher canteiros, bordaduras, vasos e áreas sem tráfego de pessoas ou veículos. A mistura estratégica com gramado é recomendável em situações em que se deseja criar mais profundidade e interesse visual.



 Imagem de Freepik
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Fontes:


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