Por que arquitetos devem investir no Litoral Norte do RS agora?
- Redação Portal Escala Humana

- 4 de set. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 6 de set. de 2025
O que está acontecendo no Litoral Norte do RS? Uma verdadeira transformação urbana e econômica está em curso nesta região, que sempre foi tradicionalmente conhecida por seu turismo sazonal.

Segundo pesquisas recentes, este é o segundo maior polo da construção civil do Estado — perdendo apenas para a região metropolitana de Porto Alegre. Em 2024, o relatório dos Sinduscon-RS já apontava mais de 6 bilhões em vendas de imóveis na área; e parece que esse movimento não é passageiro.
Aqueles mais talentosos devem aproveitar o momento para explorar sua criatividade em obras sofisticadas e que valorizem a sustentabilidade e o conforto — neste que pode ser um grande laboratório de urbanismo contemporâneo. E existem muitas explicações para esta forte migração que começou na pandemia e agora se intensifica com novos investimentos na construção civil.
O mercado aquecido para arquitetos no Litoral Norte do RS
Nos últimos anos, muitas famílias migraram para o Litoral Norte do RS, buscando uma mudança de qualidade de vida. Eventos como as cheias de 2023 e 2024 acabaram por acelerar ainda mais essa transição, com milhares de pessoas fixando residência definitiva na região. É claro que esse fluxo populacional gerou consequências, mas que, de certa forma, são bastante favoráveis para arquitetos, engenheiros, designers, empreiteiros e decoradores.
De repente, passamos a presenciar um boom nos pedidos para projetos de condomínios de alto padrão, luxo e inovação. Há uma demanda crescente por moradias tanto para residentes quanto para trabalhadores e empreendedores populares. Isso também exigiu que os municípios passassem a investir mais em escolas, hospitais e lojas. Agora o litoral do Rio Grande do Sul é um terreno fértil para o desenvolvimento de residências, comércios e infraestrutura.
Para se ter uma ideia, entre 2019 e 2024, foram licenciados 7,7 mil projetos imobiliários.

Arquitetos que investirem em praias como Torres e Capão da Canoa podem obter um lucro expressivo, principalmente se souber explorar essa demanda crescente, incentivada também pela escassez de terrenos. Aqueles mais talentosos devem aproveitar o momento para explorar sua criatividade em obras sofisticadas e que valorizem a sustentabilidade e o conforto — neste que pode ser um grande laboratório de urbanismo contemporâneo.
A saber, em 2025, Torres chegou a R$ 18.370 por metro quadrado, enquanto Capão alcançou R$ 14.644 — sendo assim, já estão entre os locais com o metro quadrado mais caro do Sul do Brasil.

Novos planos diretores e possibilidades urbanísticas
Se as cidades do Litoral Norte do RS estão crescendo, é claro que não existe momento melhor para a revisão dos seus planos diretores. Aliás, isso já está acontecendo e deve praticamente mudar o jogo para os urbanistas e arquitetos. Em alguns casos, foi permitida a construção de prédios mais altos. Sendo assim, podemos esperar um aumento na diversificação de produtos imobiliários, incluindo projetos inteligentes e melhor aproveitamento de terreno.
Enquanto isso, o Governo do Estado se apressa para enfrentar antigas demandas da região. Como forma de atrair novos empreendedores, está revisando integralmente o plano de saneamento básico e de proteção ambiental.
Arquitetos que dominarem essas novas regulações terão vantagem competitiva para propor novos planos alinhados às necessidades da população e ao perfil de investidores.
O papel dos novos empreendimentos e do Porto Meridional
Uma notícia vem atraindo a atenção dos investidores para o Litoral Norte do RS: a construção do Porto Meridional de Arroio do Sal, com capacidade para movimentar 53 milhões de toneladas de carga ao ano, e com previsão para começar a operar em 2028. Essa será uma nova porta logística do sul do país, alternativa ao famoso Porto de Rio Grande.

As informações preliminares divulgadas são de que a construção deste porto deve gerar 7 mil empregos diretos e indiretos, além de atrair 6 bilhões de reais em aportes numa segunda fase. Como se pode imaginar, tal construção exigirá uma infraestrutura urbana robusta — de logística, distritos industriais, habitação para trabalhadores, hotéis e outros serviços. Por exemplo, Tramandaí está preparando um plano para se tornar um porto seco e alfandegário.
Para os arquitetos, abre-se uma oportunidade valiosa de atuar em projetos de diferentes portes, contribuindo para o desenvolvimento organizado da região.
O futuro promissor para quem investir hoje
Diante de tudo o que foi apresentado, o futuro do Litoral Norte do RS se desenha como um cenário dinâmico, repleto de conquistas e também de desafios para arquitetos e construtoras. Essa região surge como um verdadeiro “novo oeste” do mercado imobiliário, pronta para ser explorada. No entanto, para que os projetos prosperem, é necessário que várias frentes avancem, como o lançamento de mais programas de capacitação e geração de emprego na região.

Se você ainda tem dúvidas sobre por que arquitetos devem investir no Litoral Norte do RS agora, destacamos as melhores oportunidades:
Projetos residenciais de diferentes perfis: do luxo em Xangri-lá a moradias acessíveis em Imbé.
Infraestrutura urbana: espaços públicos para atender à nova população.
Urbanismo sustentável: soluções que conciliem preservação ambiental, turismo e expansão portuária.
Empreendimentos corporativos e logísticos: voltados para empresas que serão atraídas pelo Porto Meridional.
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Fontes:
📸 Imagem de capa: Orla da Capão da Canoa - Imagem de Lilo2013 em Wikipédia






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