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Arquitetos ganham mobilidade no Mercosul e ampliam atuação internacional

  • Foto do escritor: Redação Portal Escala Humana
    Redação Portal Escala Humana
  • há 4 dias
  • 4 min de leitura

A arquitetura brasileira tem um charme que é valorizado no mundo todo. Imagina só quando nossos profissionais aumentam sua bagagem de conhecimento; o nível dos projetos se eleva com a experiência prática. E uma excelente oportunidade que o mercado atual oferece é o intercâmbio de trabalho. A boa notícia que o Portal Escala Humana compartilha neste artigo é a chance dos arquitetos brasileiros ampliarem seu horizonte, assinando projetos em países como Argentina, Uruguai e Paraguai.


O Senado Federal ratificou no final de 2025 o Acordo Marco do Mercosul, que deve transformar o cenário da construção civil na América do Sul. Se antes a internacionalização da carreira exigia processos longos de revalidação de diploma e adaptação normativa — além de muita paciência institucional —, agora o cenário é outro. Continue lendo para saber mais!



Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
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Quais impactos práticos essa mudança traz para os arquitetos brasileiros? 


Vamos voltar no tempo e conversar sobre o Tratado de Assunção de 1991 e o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 394/2024, assinado em Montevidéu em 2022. Nessas ocasiões, já se falava em estabelecer o reconhecimento recíproco de qualificações profissionais (de arquitetos, engenheiros, agrônomos e geólogos). Agora, a ratificação do Acordo Marco do Mercosul representa um novo capítulo desse esforço institucional — principalmente dos conselhos CREA e CAU — para abrir o leque de oportunidades de atuação entre países do bloco.



Imagem de  Luan em Wikipédia
Imagem de  Luan em Wikipédia

Na prática, o que muda é que os arquitetos brasileiros finalmente podem solicitar seu registro temporário para trabalhar em alguns países vizinhos sem necessidade de revalidar o diploma. Esse registro terá duração de quatro anos, com previsão de resposta de vinte dias — desde de que exista um contrato previamente estabelecido. 


Vale destacar que o exercício profissional ainda ficará condicionado às legislações e às exigências dos conselhos locais, incluindo cumprimento de normas técnicas e códigos de ética. Então, é preciso se informar.



A mobilidade e a visibilidade aumentam, mas a responsabilidade permanece.


Quais são os principais desafios e benefícios previstos com a integração dos mercados? 


Esse é um momento importante da história da arquitetura na América Latina, com a ampliação de oportunidades individuais. Mas o mais importante é termos, daqui para frente, uma integração progressiva de mercados de projetos. Por quê? Bem, para que tenhamos ampliação de concorrência em concursos (internacionais) dentro do bloco, formação de parcerias transnacionais entre escritórios e consórcios, renovação de repertório técnico e cultural (como dinâmicas urbanas e práticas construtivas), etc.


A integração regional não pode se limitar à circulação de capital e serviços; ela deve abranger a circulação de saberes.


Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
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De fato, as perspectivas são muito positivas. E olhando para o contexto gaúcho, podemos tentar dimensionar o ganho de todo o estado com base nas cidades de regiões de fronteira, como Sant'Ana do Livramento, que tradicionalmente já são laboratórios naturais de integração profissional. Agora é possível estender essa colaboração através de projetos de planejamento urbano, de mobilidade, de infraestrutura, tratamento do patrimônio e construção de habitações.


Esse novo posicionamento profissional pode trazer impactos imediatos e tangíveis para a arquitetura brasileira — um deles é a possibilidade de replicar tipologias aprendidas em diferentes contextos. Por outro lado, o mercado interno pode ficar mais pressionado, elevando o nível de exigência técnica e competitiva.


O protagonismo do CAU


O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil está desempenhando um papel importante nesse movimento de articulações políticas e diálogo internacional. Sua Comissão de Relações Institucionais (CRI) está ajudando a realizar um acompanhamento contínuo do caso junto ao Governo Federal. E apesar dos pareceres favoráveis e desfavoráveis de especialistas e políticos, há uma compreensão única de que a arquitetura, engenharia e áreas afins são essenciais para o desenvolvimento do Mercosul.


Agora, a aprovação do Senado chancela a segurança jurídica necessária para que escritórios brasileiros possam exportar serviços de projeto e consultoria. A saber, o acordo prevê a criação de centros focais em cada país, ou seja, pontos de apoio que servirão para desmistificar o registro e orientar o profissional sobre as particularidades legislativas locais.



Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
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O que ainda falta para o acordo entrar em vigor?


Apesar da aprovação no Congresso, o acordo (final) depende de etapas formais para começar a produzir efeitos práticos. 


Há ainda muito o que esclarecer. Por exemplo, quais modelos de fiscalização serão seguidos, os interstícios (intervalo de tempo) obrigatórios entre contratos e limites de atuação. Aliás, essas discussões foram tema do 1º Seminário Mercosul, realizado em março de 2026, que contou com representantes da Comissão Temporária do Acordo Marco do Mercosul (CTAMM), além do CAU (Brasil), FADEA (Argentina), APAR (Paraguai) e SAU (Uruguai).


Enquanto isso, instituições de ensino, como IFSul (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense) e UTEC (Universidade Tecnológica do Uruguai) já discutem a integração no ensino, preparando as novas gerações para a prática profissional transnacional.


Ficou animado com a notícia? Agora você pode não apenas pensar sobre “onde posso trabalhar?, mas “como me posicionar nesse novo cenário?”.


As fronteiras da atuação dos arquitetos no Mercosul estão mudando para um mercado de 12 milhões de metros quadrados. Aproveite! Prepare seu portfólio e fique atento aos editais!



Fontes:


Imagem de capa:

Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


Material complementar:


O Portal Escala Humana conta com o patrocínio de: Rewest Engenharia Simonetto Grupo Duarte Caminhos e Destinos Viagens

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