Como restos de café estão revolucionando a construção civil com concreto 30% mais forte
- Redação Portal Escala Humana

- 20 de out. de 2025
- 3 min de leitura
O Portal Escala Humana quer compartilhar uma notícia incrível com você! Pesquisadores da Universidade RMIT, na Austrália, descobriram que restos de café podem ser transformados em material capaz de deixar o concreto até 30% mais resistente. Essa técnica não só melhora a performance do material como também oferece uma solução ambiental para um dos maiores problemas relacionados aos resíduos orgânicos. Quem diria que aquele cafezinho que tomamos todo dia poderia ser peça-chave para a construção do futuro? Saiba mais no artigo a seguir!
O problema do concreto e a promissora solução
O concreto é o material mais usado no setor da construção civil. O problema é que o modelo atual de produção de concreto tem um custo elevado para a natureza e é insustentável a longo prazo. A saber, apenas a fabricação de cimento responde por cerca de 8% das emissões globais de CO2. Além disso, a areia natural, usada em larga escala, é um recurso limitado e sua extração predatória causa desequilíbrio ambiental.
Mas, o que é interessante, o mundo gera cerca de 10 bilhões de quilos de borra de café por ano, que acabam em aterros sanitários, especialmente. Esse descarte inadequado é mais um impacto no meio ambiente, pois a decomposição do material libera gases como metano e dióxido de carbono, ambos nocivos para o clima. Esse foi o tema da pesquisa australiana, que propõe o reaproveitamento desse resíduo de café para a produção de um concreto mais resistente e sustentável.

A alternativa sustentável proposta pelos cientistas
O segredo da técnica proposta pelos cientistas australianos é a pirólise, um processo que aquece a borra de café a 350 graus Celsius em ambientes sem oxigênio. Isso faz com que os resíduos orgânicos se transformem em um biocarvão poroso, chamado biochar. Ele é rico em carbono e tem uma estrutura porosa, que melhora a adesão ao cimento, formando um tipo de concreto híbrido com propriedades superiores às do tradicional.


Segundo os pesquisadores, o concreto com adição do biochar de café apresenta 30% mais resistência. Na prática, isso deve contribuir para a construção de obras com o melhor desempenho, durabilidade, segurança e sustentabilidade.
Novas etapas da pesquisa
Apesar do entusiasmo, os pesquisadores ressaltam que os testes desse concreto com biochar ainda precisam passar por novas etapas, inclusive de exposição do material a situações extremas (congelamento e degelo, absorção de água, abrasão e desgaste) para provar sua durabilidade, antes de uma conclusão final. A equipe também avalia o potencial de outros resíduos orgânicos, como restos de madeira e alimentos, para ampliar as possibilidades da técnica.
Benefícios ambientais e econômicos do novo concreto
Redução de resíduos em aterros sanitários com o reaproveitamento da borra de café.
Diminuição da emissão de gases de efeito estufa.
Menor dependência e pressão sobre recursos naturais, especialmente a areia.
Criação de novas cadeias produtivas entre cafeterias, indústrias e construtoras.
Alinhamento com os princípios da economia circular.
Contribuição para um setor de construção civil mais sustentável e inovador.

O café no futuro sustentável da construção civil
Com essa pesquisa desenvolvida na Austrália, abre-se uma nova perspectiva para a indústria da construção. O café passou a ser um símbolo de inovação na engenharia. É mesmo surpreendente como um resíduo tão comum pode ser transformado em um insumo de alto valor. Ficou mais do que provado que a arquitetura do futuro não se limitará apenas a novas tecnologias digitais, mas também à forma como repensamos materiais tradicionais, garantindo ciclos de vida adequados dos materiais e minimizando o impacto ambiental.
A mensagem é clara: o café não serve apenas para nos manter acordados, mas também para despertar soluções criativas para os maiores desafios do planeta.
Então, saboreie seu café e inspire novas ideias, contribuindo para a construção de cidades mais resilientes e sustentáveis.
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Fontes:
📸 Imagem de capa:
Imagem de Julia Florczak em Unsplash






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