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Como fazer um jardim de chuva e acabar com alagamentos em sua casa

  • Foto do escritor: Redação Portal Escala Humana
    Redação Portal Escala Humana
  • 19 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de nov. de 2025


No projeto de paisagismo, existe uma tendência arquitetônica que não podemos ignorar: os jardins de chuva. Já ouviu falar?


Pois bem, jardim de chuva, ou rain garden no inglês, é uma depressão estrategicamente criada em terrenos para captar e reter temporariamente o escoamento superficial da água pluvial. Ele absorve e filtra a água praticamente como uma caixa d'água natural. Seu papel é desacelerar o escoamento e evitar sobrecarga nos sistemas de drenagem urbanos, promovendo a recarga dos lençois freáticos, enquanto filtram poluentes.


A saber, jardins de chuva são Soluções Baseadas na Natureza (SbN) e trazem muitos benefícios ambientais, estéticos e funcionais — sobretudo em áreas urbanas com alta impermeabilização e problemas frequentes de alagamentos.



Características funcionais e estéticas de um jardim de chuva


Antes de tudo, você precisa entender que, para os paisagistas, o jardim de chuva é um jardim como qualquer outro. Por outro lado, também não é um canteiro convencional; sua estrutura é bem diferente, meticulosamente elaborada.


Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini

Esse modelo de jardim tem uma drenagem melhor desenhada para se transformar em uma “caixa d'água”, com espécies de plantas que a consomem, filtrando contaminantes do escoamento. Traduzindo, funciona como um reservatório de detenção e biorretenção descentralizado, onde a água é armazenada por um período curto para permitir a lenta infiltração no solo. Trata-se de uma infraestrutura verde que alivia a pressão de galerias e bueiros.


Em termos gerais, esse jardim é bastante simples, requer pouca manutenção, utiliza plantas nativas e dispensa fertilizantes químicos. A biodiversidade é totalmente atraída, oferecendo habitats para abelhas, borboletas e aves, além de contribuir para a formação de um microclima que ajuda a reduzir a temperatura local.


Onde e como instalar um jardim de chuva em casa


A estrutura de um jardim de chuva pode ser definida como uma bacia rebaixada, com profundidade geralmente entre 15 e 30 cm, até formar a berma (ou o aterro compactado) ou o suficiente para um encharcamento temporário (por até 48 horas, ou no máximo uma semana). Veja como você pode criar um desses em sua própria casa:



 Ilustração reproduzida de BibLus - ACCA software
 Ilustração reproduzida de BibLus - ACCA software


 Ilustração reproduzida de BibLus - ACCA software
 Ilustração reproduzida de BibLus - ACCA software

1. Medição da taxa de percolação


É preciso medir a velocidade com que a água se infiltra no solo do seu terreno para descobrir o ponto mais favorável para a instalação de um jardim de chuva - a taxa favorável é acima de 0,1 polegada por hora (ou 2,54 mm por hora). Prefira áreas próximas a edificações, a calhas e com leve declive, para controlar o escoamento superficial e prevenir enxurradas. Mantenha pelo menos 3 m de distância das fundações.



2. Preparação do solo


A fase dois é a escavação de uma depressão rasa com bordas suaves para facilitar o escoamento da água. Nesse momento, o solo precisa ser preparado com uma camada de substrato modificado, muitas vezes composto por areia, matéria orgânica e solo nativo. 


Quando se identifica no local baixa porosidade ou muita argila, é preciso incluir camadas de brita ou cascalho para garantir a infiltração adequada. Acima disso, uma camada de areia grossa e depois terra vegetal, deixando o solo argiloso apenas nas bordas para retenção necessária, mas criando uma abertura para a entrada da água.




 Ilustração reproduzida de ResearchGate
 Ilustração reproduzida de ResearchGate

3. Plantio e acabamento


Para completar, são plantadas no jardim de chuva espécies macrófitas e nativas (tolerantes à umidade), com raízes profundas e que suportem encharcamento temporário. O arremate final pode ser feito com coberturas como pedras decorativas ou cobertura morta (mulch) de madeira. E, posteriormente, a manutenção deve considerar limpeza de canais de água, controle de ervas daninhas, regas em períodos de estiagem e monitoramento da infiltração.


Dica do Portal Escala Humana: para jardins de chuva, busque por opções de plantas que possam contribuir com o equilíbrio ecológico local. Para o centro do jardim pode-se usar lírio-do-brejo, capim-do-texas, sálvia, erva-cidreira, hibisco e íris azul. Já para as bordas, é melhor usar arbustos como murta. 



 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini
 Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini


O impacto urbano dos jardins de chuva


Arquitetar, como bem sabemos, também é gerenciar o ciclo da água nas áreas urbanas. Nesse contexto, os jardins de chuva surgem como uma opção moderna de infraestrutura verde — uma forma inteligente e sustentável de lidar com a drenagem, funcionando como verdadeiros pulmões ecológicos que amenizam os impactos da impermeabilização do solo. 

O mais interessante é que essa prática pode ser aplicada em escala doméstica, permitindo que cada cidadão participe ativamente da construção de cidades mais resilientes e agradáveis de viver.



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🌎 Fontes:


📸 Imagem de capa: 

Imagem meramente ilustrativa gerada em IA de Google Gemini




 
 
 

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