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Livro "Paisagismo Espaçoceptivo" chega à segunda edição com proposta de ampliar os limites do livro de arquitetura e paisagismo

Foto do escritor: Redação Portal Escala Humana
Redação Portal Escala Humana
há 1 dia
3 min de leitura

Obra de Marcos Malamut sistematiza método centrado na experiência humana e no desenho do vazio e dialoga com diferentes campos ligados à percepção espacial.


O mercado editorial de arquitetura e paisagismo no Brasil reúne tradicionalmente títulos

voltados ao registro de obras construídas, à apresentação de projetos e à formação técnica de profissionais e estudantes. É nesse segmento que chega, em 2026, a segunda edição de

Paisagismo Espaçoceptivo – Percepção, Corpo e a Construção do Lugar, de Marcos Malamut (@mmalamut), obra que propõe uma ampliação da compreensão do paisagismo como projeto do espaço vivido, em continuidade com a arquitetura, e mostra como a configuração dos espaços livres interfere na percepção, nos comportamentos e na maneira como as pessoas se relacionam com os lugares. A nova edição chega após 11 meses da primeira, em versão revista e ampliada.


Livro "Paisagismo Espaçoceptivo - Percepção, Corpo e a Construção do Lugar", de Marcos Malamut, 2ª edição.
Livro "Paisagismo Espaçoceptivo - Percepção, Corpo e a Construção do Lugar", de Marcos Malamut, 2ª edição.


O termo "espaçoceptivo" foi cunhado pelo autor para nomear uma abordagem que articula espaço e percepção.

O livro sistematiza o que Malamut denomina "inversão espaçoceptiva", uma mudança de perspectiva que coloca a experiência de quem vive o espaço como ponto de partida e destino do projeto. Em vez de partir da escolha de espécies ou da composição formal, o método propõe que se desenhe primeiro o vazio, o campo onde a vida acontece efetivamente, e só depois os elementos que o qualificam e estruturam. A razão dessa inversão é que a experiência não está contida nos elementos isolados, mas se constitui nas relações entre configuração espacial, corpo, situação, memória e cultura. O vazio é a primeira decisão do projeto porque é o campo onde essas relações acontecem. "Da experiência ao vazio, do vazio à matéria, o inverso da tradição", escreve Malamut.


A proposta amplia o campo de discussão habitual dos livros de paisagismo ao articular

diferentes áreas do conhecimento em torno de uma questão comum: como percebemos e

vivemos os espaços. Destinado principalmente a profissionais e estudantes de arquitetura e

paisagismo, Paisagismo Espaçoceptivo dialoga com a psicologia ambiental, a fenomenologia, a teoria do design e a neurociência da percepção, abordando temas como arquitetura dos sentidos, paisagem sonora, conforto térmico, construção de atmosferas, legibilidade, orientação, memória e temporalidade. O livro não se filia exclusivamente a nenhuma dessas tradições, mas as articula a partir de uma tese própria, estabelecendo conexões também com o design de interiores e o urbanismo.



Uma abordagem construída a partir da prática


Marcos Malamut é arquiteto com mais de trinta anos de prática e quinze anos de docência em cursos de pós-graduação. Em 2011, publicou Paisagismo: Projetando Espaços Livres, obra que já circula entre profissionais e estudantes e é utilizada em disciplinas de pós-graduação.


Paisagismo Espaçoceptivo avança em profundidade conceitual e em sua proposição

metodológica. A experiência de ensino foi determinante para a sistematização da abordagem: o autor percebeu que, embora sua maneira de projetar lhe parecesse evidente, ela não era compartilhada por seus alunos, mesmo aqueles com formação e prática consolidadas. "O que era evidente para mim não era evidente para quase ninguém, nem mesmo para quem já tinha formação e ofício", conta Malamut. "Simplesmente não estávamos olhando para o mesmo objeto."



Marcos Malamut, autor do livro "Paisagismo Espaçoceptivo - Percepção, Corpo e a Construção do Lugar"
Marcos Malamut, autor do livro "Paisagismo Espaçoceptivo - Percepção, Corpo e a Construção do Lugar"

A partir dessa percepção, Malamut passou a nomear e estruturar uma abordagem que explicita a relação entre experiência, percepção e projeto. O resultado não é um receituário, mas um caminho: um modo de ver, pensar e projetar que se aprende a praticar e que amplia o critério do projetista diante das escolhas que faz.

A obra é dividida em três partes. A primeira apresenta os conceitos fundamentais da

abordagem espaçoceptiva, com destaque para a percepção relacional e o vazio habitável. A

segunda explora as dinâmicas do espaço vivido, incluindo capítulos sobre fenomenologia do

corpo, arquitetura dos sentidos, paisagem e memória, sintaxe espacial e tempo narrativo do

percurso. A terceira oferece uma rota projetual aplicada, com orientações práticas para

diagnóstico, partido conceitual, desenho dos vazios e especificação de vegetação. O livro inclui ainda um glossário extenso e uma seção de referências úteis que mapeia as principais tradições teóricas que embasam a proposta.


Onde encontrar


Paisagismo Espaçoceptivo – Percepção, Corpo e a Construção do Lugar, de Marcos Malamut, pode ser adquirido pelo site oficial da obra:


Adquira o seu exemplar do livro "Paisagismo Espaçoceptivo - Percepção, Corpo e a Construção do Lugar", aqui


Marcos Malamut nas redes sociais:

Instagram: @mmalamut

Linkedin /marcosmalamut

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